Vista e tida principalmente como arte e lazer, a música pode exercer um papel importantíssimo na educação infantil com enormes benefícios para os indivíduos e para toda a sociedade.
MÚSICA E EDUCAÇÃO - Entre os 3 e os 10 anos de idade, a região do cérebro humano responsável pela área musical está mais ativa e, portanto, mais suscetível de ser estimulada pela música. Se a criança receber educação musical nesse período, terá sua sensibilidade artística altamente favorecida e poderá desenvolver grande virtuosismo musical. Além disso, serão estimuladas outras áreas do cérebro.
Por estimular em alto grau os circuitos cerebrais, a música ajuda no raciocínio lógico e matemático, contribui para a compreensão da linguagem, para o desenvolvimento da comunicação e o aprimoramento de outras habilidades.
De acordo com pesquisas, crianças com alguns meses de aula de piano e canto mostraram melhores resultados na cópia de desenhos geométricos, na percepção espacial e no jogo de quebra-cabeças do que as que não tiveram aulas de música.
Ainda que a criança não receba aula de música formal, ela pode ser estimulada pela música que ouve em casa, na escola e em outros ambientes, e será influenciada de acordo com a qualidade e a variedade da música que ouvir.
Nessa fase, os pais têm a oportunidade de oferecer a seus filhos instrumentos musicais de brinquedo e observar seu comportamento e, quando for o caso, estimular o desenvolvimento de suas potencialidades musicais.
É na infância que começamos a formar nosso repertório e quando começam a se esboçar nossos gostos por determinados gêneros e estilos musicais.
MÚSICA E CULTURA - Quando nascemos, somos totalmente dependentes. Herdamos um ambiente cultural que não escolhemos e do qual jamais conseguiremos nos libertar totalmente. À medida que vamos crescendo, começamos a selecionar, escolher, exercer e viver nossa liberdade.
Ao nos tornarmos livres, passamos a cultivar nossos hábitos, desenvolver nossas habilidades e nosso gosto pelas artes. Podemos fazer isso de modo consciente ou não, isto é, podemos deliberadamente optar pelo cultivo de uma determinada arte que nos atrai porque nos dá prazer ou porque nos enleva o espírito.
Se gostamos de música, é provável que vamos ouvir música com freqüência no rádio, assistir shows ao vivo ou pela TV, ouvir CDs, assistir DVDs e quem sabe até nos dedicar ao aprendizado de algum instrumento musical ou ao canto.
Nos últimos anos, vem aumentando o número de profissionais de diversas áreas que escolheram o estudo da música não só como forma de entretenimento, mas também de relaxamento e até de auto-ajuda. E o resultado prático tem sido extremamente positivo.
São empresários, economistas, advogados, médicos, engenheiros, professores e outros profissionais com rotinas diárias atribuladas que os acaba deixando com pouco tempo para eles mesmos e para suas famílias. Para administrar o estresse, resolveram se dedicar à música. E os resultados são animadores.
O estudo de um instrumento musical ou do canto pode aumentar a produtividade no trabalho, além de ajudar nas relações pessoais.
Quando éramos crianças, recebemos de nossos pais e professores uma determinada educação básica, que não escolhemos, mas que em certa medida determinou, por assim dizer, nossos caminhos pela vida afora. Hoje, adultos e livres, podemos escolher o que aprender, como aprender e de que maneira cultivar o que foi aprendido.